Enfrentando a realidade: como as mídias sociais estão revolucionando a forma como as empresas se conectam

As ideias mais recentes para as marcas se conectarem com os clientes nas mídias sociais têm uma coisa em comum: todas estão ligadas ao realismo. A nova tecnologia de reconhecimento facial está preparada para começar a indicar às marcas como os consumidores realmente se sentem. Ambientes virtuais incorporam objetos tão reais que parecem palpáveis. Conteúdos altamente relevantes são enviados ao consumidor via “push” quase que em tempo real. E os chatbots atuais são muito parecidos com pessoas de carne e osso, provocando sentimentos de entusiasmo em relação às marcas. Vejamos o que está em operação hoje e o que está prestes a chegar.

Encare os fatos

70%

É o percentual de consumidores na faixa dos 18 a 34 anos
que tiveram uma experiência positiva ao
usarem um chatbot para engajarem-se com uma marca
Fonte: Pesquisa Retale, 2017

Você se lembra de quando a tecnologia de reconhecimento facial parecia extraordinariamente futurista, digna do filme Minority Report? Hoje, ela está totalmente inserida em nosso dia a dia: o Facebook usa um algoritmo de reconhecimento facial para sugerir os amigos a serem marcados em nossas fotos e já podemos usar um leitor facial para desbloquear o novo iPhone X.

A Polygram, rede social de compartilhamento de fotos lançada em 2017, cruza a fronteira do reconhecimento facial e chega ao reconhecimento de emoções. Quando o usuário posta uma foto, a Polygram mostra como as pessoas reagem ao vê-la. O aplicativo usa uma rede neural convolucional para ler a face de quem está vendo a foto, detectar seus movimentos – por exemplo, identifica se a pessoa sorriu, franziu as sobrancelhas ou revirou os olhos – e mapear essa reação, representando-a com o emoji apropriado. Ele diz ao usuário quantas pessoas viram a postagem, como elas reagiram e quanto tempo elas passaram vendo o conteúdo. Por enquanto, o aplicativo é voltado apenas para consumidores, mas não vai demorar muito para as marcas poderem aproveitar esse nível superior de inteligência artificial para coletar e monitorar as reações espontâneas dos consumidores, assim que elas ocorrem.

Lições com objetos

Realidade virtual e realidade aumentada (VR e AR, respectivamente, na sigla em inglês) são as próximas grandes tendências na mídia social, com plataformas como Snapchat inaugurando o uso de lentes 3D e avatares virtuais. O Facebook Spaces também está entrando nessa arena com uma experiência beta, usando seu próprio dispositivo Oculus Rift. Para incorporar anúncios pop-up de forma integrada em uma experiência imersiva, a plataforma de software Trivver consegue inserir objetos com a marca do anunciante em ambientes de VR e AR, a fim de que os usuários possam interagir com os mesmos.

Um usuário do Facebook interagindo com amigos no Facebook Spaces pode ver uma bebida energética virtual sobre uma mesa virtual, por exemplo. A “aba inteligente” do Trivver mostra informações sobre a bebida e permite que o usuário compartilhe essas informações, receba cupons, etc. Além de conseguir colocar os objetos nos ambientes apropriados, o Trivver ainda os exibe para as pessoas certas e monitora o que elas estão fazendo ao vê-los, a fim de evitar a fadiga de marca. A companhia enxerga oportunidades para colocar objetos de anunciantes em versões em VR e AR de eventos esportivos, videogames, shows, filmes e programas de TV.

#ShoesAndNews

Como se sabe, a Adidas é uma empresa que produz calçados, roupas e acessórios esportivos; mas, para cimentar seu relacionamento com os clientes, a marca está presente também na área de notícias.

Para manter a conversa sobre a Adidas acontecendo na mídia social 24 horas por dia, sete dias por semana, a companhia tem 12 salas de imprensa digitais no mundo, com equipes que monitoram os assuntos mais comentados (trending topics) e geram conteúdos absolutamente atualizados e específicos para plataformas como Twitter, Facebook, YouTube, Instagram e Snapchat, e também para as propriedades digitais da companhia. Na matriz da companhia, na cidade americana de Portland, no Oregon, os colaboradores da sala de imprensa – que atuam em áreas como relações públicas, estratégia social, moderação, gerenciamento de crise e risco e análises – trabalham em um mesmo espaço para, nas palavras de Chris Murphy, editor-chefe, poderem “ouvir, reagir, analisar e repetir” e comprar anúncios digitais imediatamente, graças a um comprador de mídia que também atua no local.

Durante o torneio de futebol UEFA EURO 2016, o conteúdo da sala de imprensa rendeu à Adidas mais de 1,1 milhão de compartilhamentos na mídia social. Isso é mais do que o dobro de compartilhamentos de posts da Nike, embora a Nike tenha quase duas vezes mais seguidores na mídia social do que a Adidas. A próxima grande missão das equipes de sala de imprensa da Adidas é a Copa do Mundo FIFA Rússia 2018, que começa em meados de junho.

A Bela e o Bot

Os millennials são famosos por odiarem ligações telefônicas, mas são grandes fãs de chatbots: segundo uma pesquisa realizada em 2017 pela Retale, empresa de compras móveis, 70% dos consumidores de 18 a 34 anos de idade que usaram um chatbot para engajarem-se com uma marca tiveram uma experiência positiva. Buscando atingir os consumidores jovens onde eles estão, muitos chatbots estão saindo dos sites das companhias e entrando na mídia social.

A Sephora, varejista do setor de beleza, foi uma das primeiras marcas a ter chatbots no aplicativo de mensagens instantâneas Kik, lançados este ano. Os adolescentes representam a maioria dos 300 milhões de usuários do Kik – uma audiência excelente para as dicas de beleza, tutoriais de maquiagem e recomendações de produtos do bot, que podem ser comprados pelos usuários sem sair do Kik. (O Facebook Messenger, plataforma que atinge mais de 700 milhões de usuários, oferece uma função similar.)

A Sephora também fez experiências com concursos promovidos por bot, incluindo o primeiro sorteio da história do Kik e um leilão de amostras de produtos de beleza, onde os consumidores davam lances com os pontos digitais acumulados no Kik, usados normalmente para compras de produtos no aplicativo, como adesivos. Ambos superaram bastante os níveis esperados de engajamento, informou Bindu Shah, vice-presidente de marketing e mídia digital da Sephora. A executiva disse ao Women’s Wear Daily que a Sephora ficou “impressionada com o nível de engajamento, que foi significativamente superior ao dos indicadores de praxe para concursos realizados em plataformas sociais.” “Também ficamos muito felizes porque o sorteio permitiu a coleta de insights de valor prático dos usuários e, ao mesmo tempo, nos deu a oportunidade de oferecer uma experiência divertida e gratificante”, completa a executiva.

 

Fonte: FedEx Access, http://access.van.fedex.com/getting-real-social-media-revolutionizing-way-businesses-connect/